domingo, 17 de fevereiro de 2013

POR QUE SOU CATÓLICO? I

IV Encontro.

CREIO JESUS CRISTO, SEU ÚNICO FILHO, NOSSO SENHOR


“Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adotivos” (Gl 4, 4-5).

  •  Esta é a «Boa-Nova de Jesus Cristo, Filho de Deus»(1):
    - Deus visitou o seu povo(2)
    - Cumpriu as promessas feitas a Abraão e à sua descendência (3)
    - Fê-lo para além de toda a expectativa: enviou o seu «Filho muito-amado» (4).
  •  Movidos pela graça do Espírito Santo e atraídos pelo Pai, nós cremos e confessamos, junto com Pedro e seus sucessores, a respeito de Jesus: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo” (Mt 16, 16).
  •  Foi sobre o rochedo desta fé, confessada por Pedro, que Cristo edificou a sua Igreja.
  •  «No coração da catequese, encontramos essencialmente uma Pessoa: Jesus de Nazaré, Filho único do Pai [...], que sofreu e morreu por nós e que agora, ressuscitado, vive conosco para sempre [...]. Catequizar [...] é revelar, na Pessoa de Cristo, todo o desígnio eterno de Deus [...]. É procurar compreender o significado dos gestos e das palavras de Cristo e dos sinais por Ele realizados» (7). O fim da catequese é «pôr em
  • comunhão com Jesus Cristo: somente Ele pode levar ao amor do Pai, no Espírito, e fazer-nos participar na vida da Santíssima Trindade» (Catechesi Tradendae, 5).

Jesus

  •  O anjo disse a José:
  • “Ela dará à luz um filho, e tu lhe porás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. (Mt 1,21)
  •  O nome Jesus significa “Deus salva”;
  •  Ele exprime a sua identidade e sua missão;
  •  Pedro, cheio de coragem, testemunhou diante das autoridades judaicas que queriam prendê-lo por causa de sua fé:
  • “Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome dado à humanidade pelo qual devamos ser salvos”. (At 4,12)
  •  O nome de Jesus está no centro da oração cristã.
  •  Todas as orações litúrgicas se concluem com a fórmula «por Nosso Senhor Jesus Cristo».
  •  A Ave-Maria culmina nas palavras «e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus».
  •  A oração-do-coração dos Orientais, chamada «oração a Jesus», diz: «Jesus Cristo, Filho de Deus, Senhor, tem piedade de mim, pecador».

Cristo


  •  «Cristo» em grego, «Messias» em hebraico, significa «ungido».
  • Cristo se tornou o nome próprio de Jesus porque Ele cumpriu perfeitamente a missão divina que tal nome significa.
  •  Em Israel eram ungidos aqueles que Lhe eram consagrados para uma missão concedida por Ele:- ----Reis (1Sam 9,16; 10,1; 16,11-12; 1Rs 1,39),
    - Sacerdotes (Ex 29,7; Lv 8,12)
    - Profetas, em casos raros (1Rs 19,16).
  •  Este devia ser, por excelência, o caso do Messias, que Deus enviaria para estabelecer definitivamente o seu Reino (Sl 2,2; At 4, 26-27).
  •  O Messias devia ser ungido pelo Espírito do Senhor (Is 11,2), ao mesmo tempo como rei e sacerdote (Zc 4,14; 6,13) mas também como profeta (Is 6,1; Lc 4,16-21).
  •  Jesus realizou a expectativa messiânica de Israel na sua tríplice função de sacerdote, profeta e rei.
  •  Jesus é o Cristo porque é consagrado por Deus após o batismo de João (Lc 3,21-22; At 10,38), ungido pelo Espírito Santo para a missão redentora.
  •  Ele é o Messias esperado por Israel, enviado ao mundo pelo Pai.
  •  Jesus aceitou o título de Messias, precisando porém o seu sentido: «Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu: o Filho do Homem.» (Jo 3,13), crucificado e depois ressuscitado, Ele é o Servo Sofredor «que dá a sua vida em resgate pela multidão» (Mt 20,28).
  • Do nome Cristo é que veio para nós o nome de cristãos (cf. At 11,26). Filho unigênito de Deus

 Único e perfeito.


  • No momento do Batismo e da Transfiguração, a voz do Pai designa Jesus como seu «Filho predileto»:
  •  Enquanto todo o povo era batizado e Jesus, batizado, estava em oração, o céu se abriu 22 e o Espírito Santo desceu sobre ele, em forma corpórea, como uma pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu filho amado; em ti está o meu agrado”. (Lc 3,21-22);
  •  E da nuvem saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Eleito. Escutai-o!” (Lc 9,35)
  •  O próprio Jesus afirmou:
  • Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. (Mt 11,27)
  •  Dessa forma, Jesus afirma a Sua relação única e eterna com Deus Seu Pai.
  •  Ele é «o Filho Unigênito de Deus» (1 Jo 2, 23), a
  • segunda Pessoa da Trindade.
  •  É o centro da pregação apostólica: os Apóstolos viram «a Sua glória, como de Unigênito do Pai» (Jo 1, 14).

 Senhor

  •  Na Bíblia, este título designa habitualmente Deus Soberano (IHWH).
  •  Jesus atribui-o a si mesmo (Jo 13,13) e revela a sua soberania divina através do poder sobre a natureza, sobre os demônios, sobre o pecado e sobre a morte, sobretudo com a sua Ressurreição.
  •  No encontro com Jesus ressuscitado, transforma-se em adoração: «Meu Senhor e meu Deus» (Jo 20, 28). Assume então uma conotação de amor e afeição, que vai ficar como típica da tradição cristã: «E o Senhor!» (Jo 21,7).
  • As primeiras confissões cristãs proclamam que o poder, a honra e a glória devidas a Deus Pai são também devidas a Jesus: Deus «deu-Lhe o Nome que está acima de todos os nomes» (Fil 2,9).
  • Ele é o Senhor do mundo e da história, o único a quem o homem deve submeter completamente a própria liberdade pessoal.
  •  César não é o «Senhor» (Mt 12,17; At 5,29).;
  •  «A Igreja crê... que a chave, o centro e o fim de toda a história humana se encontra no seu Senhor e Mestre» (GS 10,2).

 Jesus é meu Senhor?

  •  Precisamos urgentemente colocar Jesus como Senhor e centro da nossa vida, família, trabalho, colégio, amizades, problemas etc.
  •  Não podemos confiar em Jesus como Senhor e confiar também horóscopo, cartomante, números, simpatias, poder da mente, agouros ou superstições.
  •  Estas coisas não podem conduzir as nossas vidas como se fossem senhores. A única fonte inesgotável de amor e felicidade é o próprio Deus.
  •  Toda a prática de espiritismo, macumba, invocação dos mortos, consulta de horóscopos, de magia, de feitiçaria, com as quais se pretende obter um poder sobrenatural sobre si ou sobre o próximo - mesmo
  • que seja para proporcionar a este a saúde - são gravemente contrárias à vontade de Deus.
  •  Estas práticas são ainda mais condenáveis quando acompanhadas de uma intenção de prejudicar a outro. Por isso, a Igreja adverte os fiéis a evitá-las, pois tudo isso é abominável aos olhos de Deus.

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