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terça-feira, 28 de maio de 2013

Curso - A Eucaristia na vida do cristão.


Introdução
Hoje iniciamos o nosso curso sobre a Eucaristia na vida do cristão.
Teremos uma palestra, um pequeno intervalo e, por fim, algumas questões práticas (perguntas, exercícios etc.);
É importante que quem souber escrever traga papel e caneta para anotar as coisas mais importantes e ajudar a fazer alguns exercícios práticos;

O Dia Santo
Por que o cristão católico precisa ir à missa todo domingo?
Terceiro mandamento da lei e Deus: guardar domingo e dias santos;
Leiamos a passagem do AT que falara disso:
8 Lembra-te de santificar o dia do sábado. 9 Trabalharás durante seis dias e farás todos os trabalhos, 10mas o sétimo dia é sábado, descanso dedicado ao Senhor teu Deus. Não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu escravo, nem tua escrava, nem teu gado, nem o estrangeiro que vive em tuas cidades. 11 Porque em seis dias o Senhor fez o céu e a terra, o mar e tudo o que eles contêm;mas no sétimo dia descansou. Por isso o Senhor abençoou o dia do sábado e o santificou. (Ex 20,8-11).
Qual é o dia santo segundo esta passagem? Porquê? O que se faz nele?
Em outra passagem do AT que fala dos mandamentos se diz:
15 Lembra-te de que foste escravo no Egito, mas o Senhor teu Deus te tirou de lá com mão forte e braço estendido. É por isso que o Senhor teu Deus ordena que guardes o sábado. (Dt. 5,15)
 Por que se deve guardar o sábado?
O sábado serve para lembrar da aliança que Deus com seu povo no deserto libertando-o da escravidão do Egito;
O agir de Deus é o modelo do agir humano
Se Deus «descansou» no sétimo dia (Ex31, 17), o homem deve também «descansar» e deixai que os outros, sobretudo os pobres, «tomem fôlego» (84).
O sábado faz cessar os trabalhos quotidianos e concede uma folga. É um dia de protesto contra as servidões do trabalho e o culto do dinheiro (CIC 2172).
Por que os cristãos não guardam o sábado mas o domingo?

Domingo, dia do Senhor.
Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e alegremos-nos nele (Sl 118, 24)
Nós guardamos o domingo e não o sábado porque foi nele que Jesus Ressuscitou;Jesus ressuscitou de entre os mortos «no primeiro dia da semana» (Mc 16, 2) (89). Enquanto «primeiro dia», o dia da ressurreição de Cristo lembra a primeira criação. Enquanto «oitavo dia», a seguir ao sábado (90), significa a nova criação, inaugurada com a ressurreição de Cristo. Este dia tornou-se para os cristãos o primeiro de todos os dias, a primeira de todas as festas, o dia do Senhor (Hêkuriakêhêméra, dies dominica), o «Domingo»:
«Reunimo-nos todos no dia do Sol, porque foi o primeiro dia [após o Sábado judaico, mas também o primeiro dia] em que Deus, tirando das trevas a matéria, criou o mundo, mas também porque Jesus Cristo, nosso Salvador, nesse mesmo dia ressuscitou dos mortos» (91).
A celebração dominical do Dia e da Eucaristia do Senhor está no coração da vida da Igreja. «O domingo, em que se celebra o mistério pascal, por tradição apostólica, deve guardar-se em toda a Igreja como o primordial dia festivo de preceito» (95) (CIC 2177);
A Tradição guarda a lembrança duma exortação sempre actual: «Vir cedo à igreja. aproximar-se do Senhor e confessar os próprios pecados, arrepender-se deles na oração [...], assistir à santa e divina liturgia, acabar a sua oração e não sair antes da despedida [...]. Muitas vezes o temos dito: este dia é-vos dado para a oração e o descanso. É o dia que o Senhor fez: nele exultemos e cantemos de alegria» (98).
«A paróquia é o lugar onde todos os fiéis podem reunir-se para a celebração dominical da Eucaristia.
A paróquia inicia o povo cristão na expressão normal da vida litúrgica e reúne-o nesta celebração; ensina a doutrina salvífica de Cristo; e pratica a caridade do Senhor em obras boas e fraternas (100):
«Podes também rezar em tua casa; mas não podes rezar aí como na igreja, onde muitos se reúnem, onde o grito é lançado a Deus de um só coração. [...] Há lá qualquer coisa mais: a união dos espíritos, a harmonia das almas, o laço da caridade, as orações dos sacerdotes» (101)
O mandamento da Igreja determina e precisa a lei do Senhor: «No domingo e nos outros dias festivos de preceito, os fiéis têm obrigação de participar na missa» (102). 
Os fiéis têm obrigação de participar na Eucaristia nos dias de preceito, a menos que estejam justificados, por motivo sério (por exemplo, doença, obrigação de cuidar de crianças de peito) ou dispensados pelo seu pastor (104). Os que deliberadamente faltam a esta obrigação cometem um pecado grave.
A participação na celebração comum da Eucaristia dominical é um testemunho de pertença e fidelidade a Cristo e à sua Igreja. 
«Se for impossível a participação na celebração eucarística por falta de ministro sagrado ou por outra causa grave, recomenda-se muito que os fiéis tomem parte na liturgia da Palavra, se a houver na igreja paroquial ou noutro lugar sagrado.
Domingo, dia de descanso.
Tal como Deus «repousou no sétimo dia, depois de todo o trabalho que realizara» (Gn2, 2), assim a vida humana é ritmada pelo trabalho e pelo repouso. A instituição do Dia do Senhor contribui para que todos gozem do tempo de descanso e lazer suficiente, que lhes permita cultivar a vida familiar, cultural, social e religiosa (106).
Aos domingos e outros dias festivos de preceito, os fiéis abstenham-se de trabalhos e negócios que impeçam o culto devido a Deus, a alegria própria do Dia do Senhor, a prática das obras de misericórdia ou o devido repouso do espírito e do corpo (107).
Os cristãos que dispõem de tempos livres lembrem-se dos seus irmãos que têm as mesmas necessidades e os mesmos direitos, e não podem descansar por motivos de pobreza e de miséria.
O domingo é tradicionalmente consagrado, pela piedade cristã, às boas obras e aos serviços humildes dos doentes, enfermos e pessoas de idade.
Os cristãos também santificarão o domingo prestando à sua família e vizinhos tempo e cuidados difíceis de prestar nos outros dias da semana.

O domingo é um tempo de reflexão, de silêncio, de cultura e de meditação, que favorecem o crescimento da vida interior e cristã.

Curso - A Eucaristia na vida do cristão.


A Eucaristia na vida do cristão


Introdução
Ø  A sagrada Eucaristia completa a iniciação cristã.
Ø  A Eucaristia é «fonte e cume de toda a vida cristã» (146)
Ø  A comunhão de vida com Deus e a unidade do povo de Deus são significados e realizados pela Eucaristia.
Ø  Nela se encontra o cume da ação pela qual Deus santifica o mundo, e do culto que os homens prestam a Cristo (148).

Introdução
A sagrada Eucaristia completa a iniciação cristã.
A Eucaristia é «fonte e cume de toda a vida cristã» (146)
A comunhão de vida com Deus e a unidade do povo de Deus são significados e realizados pela Eucaristia.
Nela se encontra o cume da ação pela qual Deus santifica o mundo, e do culto que os homens prestam a Cristo (148).
Pela celebração eucarística, unimo-nos desde já à Liturgia do céu e antecipamos a vida eterna.

Instituição da Eucaristia
Tendo amado os seus, o Senhor amou-os até ao fim. Sabendo que era chegada a hora de partir deste mundo para regressar ao Pai, no decorrer duma refeição, lavou-lhes os pés e deu-lhes o mandamento do amor (170).
Jesus instituiu a Eucaristia para:
lhes deixar uma garantia deste amor,
jamais se afastar dos seus e
os tornar participantes da sua Páscoa.
Ela é memorial da sua morte e da sua ressurreição;
Jesus ordenou que seus Apóstolos a celebrassem até ao seu regresso, «constituindo-os, então, sacerdotes do Novo Testamento» (171).
«Veio o dia dos Ázimos, em que devia imolar-se a Páscoa. [Jesus] enviou então a Pedro e a João, dizendo: "Ide preparar-nos a Páscoa, para que a possamos comer" [...]. Partiram pois, [...] e prepararam a Páscoa. Ao chegar a hora, Jesus tomou lugar à mesa, e os Apóstolos com Ele. Disse-lhes então: "Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de padecer. Pois vos digo que não voltarei a comê-la, até que ela se realize plenamente no Reino de Deus". [...] Depois, tomou o pão e, dando graças, partiu-o, deu-lho e disse-lhes: "Isto é o Meu corpo, que vai ser entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim". No fim da ceia, fez o mesmo com o cálice e disse: "Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue, que vai ser derramado por vós"» (Lc 22, 7-20) (173).
Veio o dia dos Ázimos, em que devia imolar-se a Páscoa:
Celebrando a última ceia com os seus Apóstolos, no decorrer do banquete pascal, Jesus deu o seu sentido definitivo à Páscoa judaica;
Fazei isto em memória de Mim
Ao ordenar que repetissem os seus gestos e palavras, «até que Ele venha» (1 Cor 11, 26), Jesus não pede somente que se lembrem d'Ele e do que Ele fez.
Tem em vista a celebração litúrgica, pelos apóstolos e seus sucessores, do memorial de Cristo, da sua vida, morte, ressurreição e da sua intercessão junto do Pai.
«Eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fração do pão e às orações. [...] Todos os dias frequentavam o templo, como se tivessem uma só alma, e partiam o pão em suas casas; tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração» (At 2, 42.46).
Era sobretudo «no primeiro dia da semana», isto é, no dia de domingo, dia da ressurreição de Jesus, que os cristãos se reuniam «para partir o pão» (Act 20, 7).
Desde esses tempos até aos nossos dias, a celebração da Eucaristia perpetuou-se, de maneira que hoje a encontramos em toda a parte na Igreja com a mesma estrutura fundamental.
Ela continua a ser o centro da vida da Igreja.

A celebração da Eucaristia
A celebração litúrgica da Eucaristia é igual desde o século II. Eis o que São Justino escreve no ano de 155 para explicar ao imperador pagão Antonino Pio (138-161) o que fazem os cristãos:
«No dia que chamam Dia do Sol, realiza-se a reunião num mesmo lugar de todos os que habitam a cidade ou o campo.
Lêem-se as memórias dos Apóstolos e os escritos dos Profetas, tanto quanto o tempo o permite.
Quando o leitor acabou, aquele que preside toma a palavra para incitar e exortar à imitação dessas belas coisas. (continua)
Em seguida, levantamo-nos todos juntamente e fazemos orações» (175) «por nós mesmos [...] e por todos os outros, [...] onde quer que estejam, para que sejamos encontrados justos por nossa vida e ações, e fiéis aos mandamentos, e assim obtenhamos a salvação eterna.
Terminadas as orações, damo-nos um ósculo uns aos outros.
Depois, apresenta-se àquele que preside aos irmãos pão e uma taça de água e vinho misturados.
Ele toma-os e faz subir louvor e glória ao Pai do universo, pelo nome do Filho e do Espírito Santo, e dá graças (em grego: eucharistian) longamente, por termos sido julgados dignos destes dons.
Quando ele termina as orações e ações de graças, todo o povo presente aclama: Amem.
[...] Depois de aquele que preside ter feito a ação de graças e de o povo ter respondido, aqueles a que entre nós chamamos diáconos distribuem a todos os que estão presentes pão, vinho e água "eucaristizados" e também os levam aos ausentes» (176).

As partes da missa
A liturgia eucarística. Desdobra-se em dois grandes momentos, que formam basicamente uma unidade:

Ritos iniciais
A liturgia da Palavra
com as leituras, a homilia e a oração universal;
A liturgia eucarística
com a apresentação do pão e do vinho, a ação de graças consecratória e a comunhão

Ritos finais
Todos se reúnem
Os cristãos acorrem a um mesmo lugar para a assembleia eucarística.
A sua cabeça é o próprio Cristo, o ator principal da Eucaristia.
É Ele próprio que preside invisivelmente a toda a celebração eucarística.
É em representação d'Ele (agindo «in persona Christi capitis – na pessoa de Cristo-Cabeça»), que o bispo ou o presbítero preside à assembleia, toma a palavra depois das leituras, recebe as oferendas e diz a oração eucarística. 
Todos têm a sua parte ativa na celebração, cada qual a seu modo: os leitores, os que trazem as oferendas, os que distribuem a comunhão e todo o povo cujo Amem manifesta a participação.

Liturgia da Palavra
comporta o Antigo Testamento e «as Memórias dos Apóstolos» ou seja, as suas epístolas e os evangelhos.
A homilia é uma exortação a acolher esta Palavra como Palavra de Deus(180) e a pô-la em prática,
Após a homilia vêm as intercessões por todos os homens, segundo a palavra do Apóstolo: «Recomendo, antes de tudo, que se façam preces, orações, súplicas e ações de graças, por todos os homens, pelos reis e por todos os que exercem autoridade» (1 Tm 2, 1-2).

Liturgia eucarística: ofertório
Traz-se para o altar, às vezes processionalmente, o pão e o vinho que vão ser oferecidos pelo sacerdote em nome de Cristo no sacrifício eucarístico, no qual se tornarão o seu corpo e o seu sangue.
É precisamente o mesmo gesto que Cristo fez na última ceia, «tomando o pão e o cálice».
«Só a Igreja oferece esta oblação pura ao Criador, oferecendo-Lhe em ação de graças o que provém da sua criação» (181).
A apresentação das oferendas no altar põe os dons do Criador nas mãos de Cristo.
É Ele que, no seu sacrifício, leva à perfeição todas as tentativas humanas de oferecer sacrifícios.

Liturgia eucarística: coleta
 Desde o princípio, com o pão e o vinho para a Eucaristia, os cristãos trazem as suas ofertas para a partilha com os necessitados. Este costume, sempre atual, da coleta (182) inspira-se no exemplo de Cristo, que Se fez pobre para nos enriquecer (183):
«Os que são ricos e querem, dão, cada um conforme o que a si mesmo se impôs; o que se recolhe é entregue àquele que preside e ele, por seu turno, presta assistência aos órfãos, às viúvas, àqueles que a doença ou qualquer outra causa priva de recursos, aos prisioneiros, aos imigrantes, numa palavra, a todos os que sofrem necessidade» (184).

Liturgia eucarística: anáfora
Com a oração eucarística (oração de ação de graças e de consagração) chegamos ao coração e cume da celebração:
no prefácio, a Igreja dá graças ao Pai, por Cristo, no Espírito Santo, por todas as suas obras: pela criação, redenção e santificação.
Toda a comunidade une, então, as suas vozes àquele louvor incessante que a Igreja celeste – os anjos e todos os santos – cantam ao Deus três vezes Santo:
na epiclese, pede ao Pai que envie o seu Espírito Santo (ou o poder da sua bênção)(185)sobre o pão e o vinho, para que se tornem, pelo seu poder, o corpo e o sangue de Jesus Cristo, e para que os que participam na Eucaristia sejam um só corpo e um só espírito. (Algumas tradições litúrgicas colocam a epiclese depois da anamnese);
na narração da instituição, a força das palavras e da ação de Cristo e o poder do Espírito Santo tomam sacramentalmente presentes, sob as espécies do pão e do vinho, o corpo e o sangue do mesmo Cristo, o seu sacrifício oferecido na cruz de uma vez por todas; na anamnese que se segue, a Igreja faz memória da paixão, ressurreição e regresso glorioso de Cristo Jesus: e apresenta ao Pai a oferenda do seu Filho, que nos reconcilia com Ele: nas intercessões, a Igreja manifesta que a Eucaristia é celebrada em comunhão com toda a Igreja do céu e da terra, dos vivos e dos defuntos, e na comunhão com os pastores da Igreja: o Papa, o bispo da diocese, o seu presbitério e os seus diáconos, e todos os bispos do mundo inteiro com as suas Igrejas.
Na comunhão, precedida da Oração do Senhor e da fração do pão, os fiéis recebem «o pão do céu» e «o cálice da salvação», o corpo e o sangue de Cristo, que Se entregou «para a vida do mundo» (Jo 6, 51):

Porque este pão e este vinho foram, segundo a expressão antiga, «eucaristizados» (186), «chamamos a este alimento Eucaristia; e ninguém pode tomar parte nela se não acreditar na verdade do que entre nós se ensina se não recebeu o banho para a remissão dos pecados e o novo nascimento e se não viver segundo os preceitos de Cristo» (187).

Curso - A Eucaristia na vida do cristão.

RITOS INICIAIS

Introdução
Tudo que iremos falar foi retirado da Introdução Geral sobre o Missal Romano (IGMR).
Os ritos iniciais precedem a liturgia da Palavra, isto é, entra­da, saudação, ato penitencial, kyrie, glória e a oração do dia. Têm o caráter de exórdio (começo, principio, início;), introdução e preparação.
A finalidade dos ritos iniciais da Eucaristia é:
a) Criar comunidade entre os fiéis;
b) Preparar seus ânimos para o que vão cele­brar: a escuta da Palavra e a Eucaristia.

Entrada
O Canto de entrada começa quando o sacerdote entra com o diá­cono, acólitos e os ministros. O povo já precisa estar reunido.
Ø  A finalidade desse canto é
Ø  Abrir a celebração,
Ø  Promover a união da assem­bleia,
Ø  Introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros.
O canto é executado alternadamente pelo grupo de cantores e pelo povo, ou pelo cantor e pelo povo.
Pode-se usar um cântico que tenha o conteúdo semelhante a antífona de entrada (cf. Lecionário Dominical) ou então outro canto condizente com a ação sagrada e com a índole do dia ou do tempo litúrgico.
Essa procissão convém que seja solene, passando pelo meio do povo, especialmente nos dias festivos.

Saudação ao altar e ao povo
Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros saúdam o altar com uma inclinação profunda.
Em seguida, em sinal de veneração, o sacerdote e o diácono beijam o altar (esse beijo não é para o altar, mas para o Cristo, que é centro de nossa piedade), e o sacerdote, se for oportuno, incensa a cruz e o altar.
O canto da entrada deve ser executado até o sacerdote ficar de pé na sua cadeira presidencial;
Ele reza ou canta o sinal-da-cruz (neste momento todo povo faz com ele, mas sem dizer palavras só responde o amém);
A saudação ao povo expressa a pre­sença do Senhor. Esta saudação e a resposta do povo expri­mem o mistério da Igreja reunida.
O sacerdote, o diácono ou um ministro leigo, pode, com brevíssimas palavras, introduzir os fiéis na missa do dia.

Ato Penitencial
Neste momento o sacerdote convida para o ato penitencial, que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a as­sembleia através de uma fórmula de confissão geral e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento da penitência.
O Ato Penitencial é um convite para cada um olhar dentro de si mesmo diante do olhar de Deus, reconhecer e confessar os seus pecados, o arrependimento deve ser sincero. É um pedido de perdão que parte do coração com um sentido de mudança de vida e reconciliação com Deus e os irmãos.
O perdão recebido no Ato Penitencial não significa que estamos isentos do sacramento da Confissão. Depois de fazer um completo exame de consciência, devemos nos confessar com um Sacerdote, principalmente quando cometemos um pecado grave ou mortal. Esse perdão é só para aqueles que se confessam sempre e que não estejam em pecado grave e que participam todos os domingos da Santa Eucaristia. Ou seja, trata-se de uma confissão genérica da fraqueza humana uma purificação das faltas leves. Assumem o risco de aqueles que não tomam esses cuidados de cometer um pecado maior.
Aos domingos, particularmente no tempo pascal, em lugar do ato penitencial de costume, pode-se fazer, por vezes, a bên­ção e aspersão da água em recordação do batismo.
 “Senhor tende piedade” pode ser cantado ou rezado se este momento for cantado trata-se de um canto em que os fiéis acla­mam o Senhor e imploram a sua misericórdia, é executado normalmente por todos, tomando parte nele o povo e o grupo de cantores ou o cantor.
Tipos de ato penitencial
Ø  Confesso a Deus todo-poderoso...
Ø  Tende compaixão de nós, Senhor...
Ø  Senhor, que viestes salvar...
Ø  Canto de pedido de perdão
Quando o ato penitencial não tem a expressão Senhor, tende piedade de nós (Kyrie, eleison), ela deve ser rezada ou cantada após a absolvição (Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós...)

Glória
O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus e ao Cordeiro. O texto deste hino não pode ser substituído por outro.
Entoado pelo sacerdote ou pelo cantor ou o grupo de cantores, é cantado por toda a assembleia.
Se não for cantado, deve ser recitado por todos juntos ou por dois coros dialogando entre si.
É cantado ou recitado aos domingos (exceto no tempo do Advento e da Quaresma) nas solenidades e festas e, ainda, em celebrações especiais mais solenes.
Não se diz glória em dias de semana porque se for cantado ou recitado em dias comuns, perderá o seu sentido de festa e solenidade.
Para entender o glória precisamos conhecer o hino original:
Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso:
nós Vos louvamos,
nós Vos bendizemos,
nós Vos adoramos,
nós Vos glorificamos,
nós Vos damos graças
por Vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito,
Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai:
Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós;
Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica;
Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo;
só Vós, o Senhor;
Só Vós o Altíssimo, Jesus Cristo;
com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém

Oração coleta
Neste momento o sacerdote convida o povo a rezar; por isso começa com o oremos, que é um convite a rezar e todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos.
Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar "coleta", pela qual se exprime a índole da celebração.
Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo, ou seja por uma conclusão trinitária: Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Esta oração é rezada de pé e vem logo após o “Glória” (ou após o ato penitencial nas missas simples ou no período da quaresma, advento)

Curso - A Eucaristia na vida do cristão.



LITURGIA DA PALAVRA



A liturgia da Palavra é constituída pelo (a):
     Silêncio;       Leituras bíblicas; (1ª leitura, 2ª leitura e Evangelho)
   Salmo Responsorial;
   Aclamação ao Evangelho;
    Homilia (pregação);
    Profissão de fé (creio);
   Oração dos fieis;
 Nas leituras lidas e explicadas na homilia, Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação e oferece alimento espiritual;
O próprio Cristo, por sua Palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
alimentado por essa Palavra, reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro.  (IGMR 33)

O Silêncio
A liturgia da Palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qual­quer pressa que impeça o recolhimento.
Integram-na também breves momentos de silêncio pelos quais se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração.
Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da Palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia (levando em conta o costume da comunidade).
Leituras bíblicas
 Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia. Por isso, é melhor conservar a disposição das leituras bíblicas (AT e NT) pela qual se manifesta a unidade dos dois testamentos e da história da salvação;
Não é permitido trocar as leituras e o sal­mo responsorial, constituídos da Palavra de Deus, por outros textos não-bíblicos (canto de meditação, poemas etc.).
São Gregório diz:
“A Bíblia é a carta de amor de nosso Pai e nós a deixamos fechada no envelope".
Como proclamar as leituras
A Palavra de Deus merece o máximo de respeito.
 Na Missa, sobretudo, não é para ser apenas "lida", mas proclamada" ou anunciada com o poder do Espírito San­to, até a posição do leitor precisa ser digna:
Jamais a mão no bolso, coçando a cabeça, de camisa aberta ao peito, mascando chicletes ou de qualquer outro modo que não seja condizente nobre exercício desse ministério.
A proclamação deve ser feita solenemente, com voz clara, pausada, com boa pro­núncia e bem ajustada ao microfone, de tal modo que todos possam ouvir e entender.
As leituras sejam proclamadas sempre do ambão, que é o lugar próprio da Palavra.


Salmo responsorial
O salmo responsorial segue à primeira leitura.
Ele é parte integrante da liturgia da Palavra
Oferece uma grande importância litúrgica e pastoral: favorece a meditação da Palavra de Deus.
O salmo responsorial deve responder a cada leitura e nor­malmente será tomado do Lecionário.
De preferência, o salmo responsorial será cantado, ao me­nos no que se refere ao refrão do povo.
O salmista ou cantor do salmo, do ambão, profere os versículos do salmo, enquanto toda a assembleia escuta senta­da, geralmente participando pelo refrão.
Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais adequado para favorecer a meditação da Palavra de Deus.
Aclamação ao Evangelho
Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto conforme exigir o tempo litúrgico.
Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, o saúda e professa sua fé pelo canto.
É cantado de pé por todos; o versículo, porém, é cantado pelo cantor ou ministério de música.
O aleluia é cantado em todo o tempo, exceto na Quaresma. O versículo é tomado do Lecionário.
No tempo da Quaresma, no lugar do Aleluia, canta-se o versículo antes do evangelho proposto no Lecionário.

Evangelho
O evangelho é o ponto alto da liturgia da palavra e por isso leva consigo vários sinais externos de veneração especial:
Proclamado por um ministro ordenado (depois de pedir a oportuna bênção),
de pé,
De um livro especial: o Evangeliário;
rendem-se ao Evangeliário mostras de veneração (beijo, incensação).
As leituras anteriores são seguidas de uma aclamação ("Palavra do Senhor", "graças a Deus"), com a qual a comunidade "rende homenagem à Palavra de Deus acolhida com fé e gratidão".
A aclamação que segue ao evangelho é especial ("Palavra da salvação", "Glória a vós, Senhor"). Ela mostra a relação mais explícita entre o que foi lido e Cristo.
Homilia
 A homilia é uma parte da liturgia e vivamente recomenda­da, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura, levando em conta tanto o Mistério celebrado como as necessidades particulares dos ouvintes.
A homilia, via de regra, é proferida pelo próprio sacerdote celebrante ou é por ele delegada a um sacerdote concelebrante ou, ocasionalmente, a um diácono, nunca, porém, a um leigo.
Aos domingos e festas de preceito haja homilia, não poden­do ser omitida a não ser por motivo grave
Após a homilia, convém observar um breve tempo de silêncio.
Profissão de fé
 O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo
levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia,
Bem como, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.
O símbolo deve ser cantado ou recitado pelo sacerdote com o povo aos domingos e solenidades; pode-se também dizer em celebrações especiais de caráter mais solene.
Se não for cantado, será recitado por todos juntos, ou por dois coros alternando entre si.
Oração dos fiéis
Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e, exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.
Convém que, normalmente, se faça esta oração nas missas com o povo, de tal sorte que se reze pela santa Igreja, pelos governantes, pelos que sofrem necessidades, por todos os seres humanos e pela salvação do mundo inteiro.
 Normalmente serão estas as séries de intenções:
Ø  Pelas necessidades da Igreja;
Ø  Pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
Ø  Pelos que sofrem qualquer dificuldade;
Ø  Pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como con­firmação, matrimônio, exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.
Cabe ao sacerdote celebrante, de sua cadeira, dirigir a oração.
Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
As intenções propostas se­jam sóbrias, compostas de sábia liberdade e breves palavras e expressem a oração de toda a comunidade.
As intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo.

O povo, de pé, exprime a sua súplica, seja por uma invoca­ção comum após as intenções proferidas, seja por uma oração em silêncio.